sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ah saudade. Essa que me invade, que me aperta. Essa que me enche os olhos de sentimentos. Saudade do que eu vivi e do que eu não ousei viver. Saudade do que eu me lembro bem. Saudade do que eu não conheci. Do que eu não senti, provei ou ao menos, toquei. Minha saudade, apenas uma dela, tem um olhar que eu nunca ousei encontrar. Estou cansada do inexistente. Eu me mantenho aqui, respirando saudades e desejando que daqui pra frente eu ouse. Ouse viver, sentir, tocar. Ouse sentir saudade do que realmente foi, se foi. (22 de agosto de 2010)

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